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SOBRE A OBRA

SCHEDEL, Hartmann, 1440-1514
Liber Chronicarum.
É uma das obras mais conhecidas do século XV, além da Bíblia de Gutenberg. É também a mais ricamente ilustrada entre os incunábulos.
Os artistas que produziram as xilogravuras contidas neste volume foram Michael Wohlgemuth e seu enteado Wilhelm Pleydenwurf, ambos mestres de Albrecht Duerer. Elas são aproximadamente 2.000, algumas repetidas. Representam, entre outros, os acontecimentos históricos da Bíblia, os Papas, os fenômenos da natureza, tais como cometas, terremotos, animais, anomalias, etc; vistas de numerosas cidades, destacando-se as de Nüremberg, Viena, Basiléia etc.; outras, das quais o impressor não possuía uma vista original da cidade, simplesmente repetia a gravura de alguma cidade menos conhecida, fato este bastante usual na época. Os tamanhos das gravuras são diversos, havendo algumas que ocupam duas páginas.
O mapa da Europa Central é uma cópia aumentada da Geographia de Pomponius Mela (Veneza, Erhard Ratdolt, 1482), que por sua vez baseou-se no mapa do Cardeal Nicolau de Cusa. O outro mapa representa o mundo antigo.
Estas crônicas formam um gênero muito difundido em toda a Idade Média e mesmo ainda no Renascimento. Eram em geral bastante volumosas e apresentavam muitas ilustrações. Tratavam em prosa e verso dos acontecimentos mundiais, desde a criação do mundo até as profecias do Apocalipse. Traziam menos história, mas em compensação historietas, lendas, anedotas etc. Para o mundo muçulmano existem crônicas semelhantes. Quanto mais o texto se aproximava da época em que vivia o autor, eram mais atualizadas as informações. Assim, no verso da f. 252 há uma curta notícia sobre a invenção da imprensa em 1440 na cidade de Mogúncia.
O impressor desta obra monumental, Antonius Koberger, foi um dos mais famosos. Talvez seja o tipógrafo mais conhecido do século XV. Sua atividade editorial e impressora era tão vasta, que as 24 prensas de sua propriedade eram insuficientes para o serviço, tendo que mandar imprimir em Basiléia e Lião. Sua atividade comercial em livros levou-o a ter filiais em Augsburgo, Basiléia, Erfurt, Frankfurt sobre o Meno, Hamburgo, Ulm, Viena, Veneza e em diversas outras localidades.
Esta obra foi traduzida para o alemão por Georg Alt e publicada no mesmo ano desta.


Referência
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Departamento Técnico.
Bibliotheca Universitatis: Livros Impressos dos Séculos XV e XVI do Acervo Bibliográfico da Universidade de São Paulo. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial, 2000. 712 p. (Uspiana - Brasil 500 Anos).


UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Departamento Técnico.
Bibliotheca Universitatis: Livros Impressos dos Séculos XVII do Acervo Bibliográfico da Universidade de São Paulo. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado, 2002. 2 v. (Uspiana - Brasil 500 Anos).